25 a 29 de julho de 2005

OMC

a) Argentina e Brasil ingressarão na OMC contra a China

A Câmara da Indústria de Brinquedos da Argentina (Caij) e a Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) resolveram apresentar em conjunto solicitação à OMC para aplicação de salvaguardas a fim de garantir a “concorrência justa diante da invasão de produtos chineses”.

Segundo as Associações, trata-se de um pedido embasado no aumento das importações no Mercosul de brinquedos provenientes da China.

b) Uruguai ressuscita painel do arroz

O governo do Uruguai decidiu denunciar os Estados Unidos na Organização Mundial de Comércio em razão da concessão de subsídios ilegais a produtores de arroz.

O pedido de condenação está embasado na tese de que os subsídios americanos derrubam, deslealmente, os preços mundiais, ganhando mercados de outros produtores, especialmente na África do Sul, América Central e Caribe.

Será a primeira vez que o Uruguai vai recorrer à OMC.

c) Negociações da OMC não chegaram a um acordo sobre subsídio

As negociações agrícolas na Organização Mundial do Comércio fracassaram mais uma vez diante da incapacidade dos 148 países de chegarem a uma posição comum em assuntos essenciais, como a eliminação dos subsídios agrícolas diretos e para a exportação. Com as divergências, os negociadores agrícolas saíram do encontro sem determinar em que data a partir de setembro voltarão a se reunir.

CAFTA

A Câmara norte-americana aprovou por margem estreita - de 217 votos a favor ante 215 contra - o Acordo de Livre Comércio da América Central e Estados Unidos. Um mês atrás, o pacto recebeu aprovação do Senado.

Mercosul – EU


O governo brasileiro está otimista e acredita estar próximo de um Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Européia.

O chefe das negociações, Régis Arslanian reconhece que as últimas manifestações políticas da nova Comissão Européia apontam nesse sentido, porém, evidentemente, haverá exigências de fortes contrapartidas por parte dos países do Mercosul.

O fato que sustenta tal otimismo é a concordância européia com uma reunião de alto nível dos três comissários europeus encarregados de assuntos de comércio, juntamente com os Ministros dos quatro países do Mercosul, em Bruxelas, no dia 2 de setembro.

Comércio Exterior

O saldo da balança comercial registrou US$ 343 milhões na quarta semana de Julho. O resultado confere uma queda de 65% em relação à terceira semana, que foi de US$ 985 milhões. O Governo ressaltou, com algumas controvérsias, que uma grande influência deste resultado foi a greve dos servidores da Receita Federal naquela semana.

Apesar de tal resultado na balança comercial, analistas subiram novamente as estimativas do superávit na balança de 2005 e 2006. Para este ano, as estimativas passaram de US$ 36,45 bilhões para US$ 37 bilhões. Já para o ano de 2006, o valor subiu de US$ 30 bilhões para US$ 30,48 bilhões.

Alguns dados também marcaram a quarta semana de Julho. A conta de transações correntes da Balança de Pagamentos nacional registrou um superávit de US$ 5,284 bilhões no primeiro semestre de 2005. Outro registro importante é o crescimento das exportações de carne brasileira, as quais alcançaram um total de US$ 3,3 bilhões, com crescimento de 31,5% frente ao mesmo período do ano passado. E o último destaque desta semana foi o aumento de importação de bens de capital, com crescimento de 6,2% no segundo trimestre frente ao primeiro, indicando uma volta ao investimento.

Mercosul

O registro para o Bloco, nesta quarta semana de Julho, foram as declarações do Ministro da Pecuária do Uruguai, José Mujica, ao indicar que o “Mercosul está esgotado”, e que “é preciso ter mais sócios e repartir mais”.
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