13 a 17 de setembro de 2010

Comércio Exterior

Resultados
Brasil irá exportar petróleo líquido

Empresas importadoras serão o dobro das exportadoras

Investimentos

Estados e municípios terão R$ 2 bi para investir em exportação
Coreanos no minério brasileiro

Agronegócio

Receita da exportação de café tem alta de 34%
Fusão entre "gigantes" poderá fechar fábricas, diz Associtrus
Milho faz Porto de Paranaguá atingir recorde de caminhões
HSBC vê com otimismo futuro agrícola da América Latina
Exportação de frango cresce 16,75% em receita
Preço do açúcar volta a aumentar no mercado internacional

Mercosul

Ministro francês critica comércio com Mercosul
UE quer fechar acordo de livre-comércio com o Mercosul até 2011
Com crise na pecuária, Argentina passa a importar carne do Uruguai

Plano Internacional

Japão lança pacote de estímulos de US$ 10,9 bi
Economist põe a América Latina acima dos Estados Unidos




Comércio Exterior

a) Resultados

As importações brasileiras no acumulado de janeiro até a segunda semana de setembro apontaram um crescimento de 45,2%, na comparação com o mesmo período de 2009.

Este acréscimo de produtos no mercado brasileiro fez com que o saldo comercial no período recuasse 42,1% na mesma análise.

No acumulado do ano, as vendas ao exterior somaram US$ 131,8 bilhões (média diária de US$ 757,5 milhões). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2009 (US$ 593 milhões), as exportações cresceram 27,7%. As importações foram de US$ 119,819 bilhões, com média diária de US$ 688,6 milhões. O superávit da balança comercial no ano chegou a US$ 11,981 bilhões, com média diária de US$ 68,9 milhões. A corrente de comércio acumulada no mesmo período totalizou US$ 251,619 bilhões (média diária de US$ 1,446 bilhão). Pela média, o valor foi 35,5% maior que o aferido no mesmo período de 2009 (US$ 1,067 bilhão).

No mês, as exportações somaram US$ 5,704 bilhões (média diária de US$ 814,9 milhões). Na comparação, o valor é 23,4% superior à média de US$ 660,1 milhões que foi registrada em setembro do ano passado. No período, houve crescimento nas vendas de básicos (38,6%); semimanufaturados (21,3%) e manufaturados (11%).

Na comparação com agosto deste ano (US$ 874,4 milhões), a média das exportações aferida foi 6,8% menor. As importações, no acumulado mensal, foram de US$ 5,407 bilhões.

Pela média diária, o número é superior em 29,2% à média de setembro de 2009 (US$ 597,8 milhões). Já no comparativo com a média verificada em agosto passado (US$ 763,5 milhões), houve aumento de 1,2%.

A corrente de comércio do mês alcançou US$ 11,1 bilhões e o saldo comercial foi superavitário em US$ 297 milhões. O saldo das duas semanas de setembro foi reduzido em 61,7% na comparação com agosto passado (US$ 110,9 milhões) e 31,9% em relação a setembro de 2009 (US$ 62,3 milhões).

Na semana, a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 159 milhões, com média diária de US$ 39,8 milhões. A corrente de comércio totalizou US$ 6,017 bilhões, com média diária de US$ 1,504 bilhão.

As exportações, no período foram de US$ 3,088 bilhões, 11,5% inferior à média de US$ 872 milhões da primeira semana do mês. As importações, na segunda semana de setembro, chegaram a US$ 2,929 bilhões, queda de 11,3% na comparação com a média da primeira semana (US$ 826 milhões).

O saldo da balança comercial brasileira chegou ao último domingo com saldo positivo de US$ 11,981 bilhões, o que representa uma queda de 42,1% em relação ao do ano passado.

b) Brasil irá exportar petróleo líquido

O Brasil se tornará exportador líquido de petróleo em 2011, afirma a Agência Internacional de Energia (AIE), no relatório mensal sobre o setor divulgado na última sexta-feira. A entidade estima que a produção brasileira de óleo crescerá de 2,2 milhões de barris por dia em 2010 para 2,4 milhões de barris por dia no próximo ano. "[2011] será o primeiro ano do Brasil como exportador líquido de petróleo, embora volumes mais significativos só devam ficar disponíveis para o mercado mundial nos anos seguintes", diz o relatório.

A agência nota que a produção de Tupi avançará até o fim deste ano, saindo do atual estágio de piloto, com 20 mil barris diários, para a próxima fase, com 100 mil barris diários. Trata-se do primeiro desenvolvimento em larga escala do pré-sal. Em junho, os campos de Uruguá e Cachalote iniciaram produção com capacidade de 35 mil e 100 mil barris por dia, respectivamente.

Na avaliação da AIE, ainda não está claro qual será o impacto da interrupção da produção da P-33, na Bacia de Campos, e das reclamações dos trabalhadores sobre questões de segurança. "Greve e protestos dos funcionários realçaram preocupações com a segurança das plataformas mais velhas e o sindicato vem, desde então, pedindo a suspensão do trabalho em outros locais, incluindo a P-31 e a P-35." As atividades da P-33 foram suspensas, em agosto, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A Petrobras disse que, antes da interrupção, a plataforma produzia 19 mil barris diários, abaixo da capacidade de 60 mil.

c) Empresas importadoras serão o dobro das exportadoras

O número de empresas importadoras brasileiras será mais que o dobro do total de companhias exportadoras pela primeira vez no País. A afirmação consta no estudo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Segundo o estudo, de janeiro a julho ingressaram no Comércio Exterior 3.883 companhias especializadas em Importação. Este valor é similar ao total de novas importadoras registradas em todo o ano de 2008 (4.214) e é quatro vezes maior do que o total de importadoras atingido entre janeiro e dezembro de 2009 (889), menor pelo efeito crítico no consumo causado pela crise.

De acordo com o vice-presidente executivo da AEB, José Augusto de Castro, o mercado interno aquecido, o câmbio favorável às importações e os incentivos explicam o ritmo frenético de ingresso de novas importadoras no mercado brasileiro.

"Esse é o resultado natural de processo de internacionalização da economia", afirma o secretário de Comércio Exterior do Mdic, Welber Barral. Além do câmbio favorável às compras externas, ele aponta outro fator que explica o fenômeno: muitas empresas, como supermercados, que importavam por meio de tradings, hoje compram no exterior por conta própria.

Por ser mais fácil importar do que exportar, normalmente o número de empresas importadoras é maior. "As importações são pulverizadas, e as exportações, mais concentradas", explica o economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), Fernando Ribeiro. Mas é a primeira vez que o total de importadoras será mais que o dobro do de exportadoras. Nas contas de Castro, a expectativa é que o ano termine com um estoque de 40 mil importadoras, diante de um total de 19.200 exportadoras. De janeiro a julho, 457 empresas brasileiras deixaram de exportar.

"O número de importadoras neste ano será recorde", afirma o vice-presidente da AEB. O pico anterior foi atingido em 1997. Naquele ano, o câmbio estava abaixo de R$ 1 e o consumo doméstico estava aquecido. O ano de 1997 terminou com 37.852 importadoras. De janeiro a julho, o total de importadoras é de 31.812.

Não há informações detalhadas de quais segmentos puxam o boom de importadoras. Castro, da AEB, acredita que as novas importadoras estão ingressando no mercado externo principalmente para comprar matérias-primas e bens de consumo.

Nos cálculos da Funcex, as importações totais devem somar US$ 175 bilhões. O recorde anterior ocorreu em 2008, quando as compras externas totalizaram US$ 173 bilhões. Em 2009, ainda sob o impacto da crise financeira internacional, as importações chegaram a US$ 127 bilhões.

De janeiro a agosto deste ano, os números são vigorosos. Nesse período, o Brasil importou US$ 114,423 bilhões, cifra 45,7% maior do que a dos mesmos meses do ano passado.

Pelo quarto trimestre consecutivo, as importações da indústria geral crescem e atingem recorde de 20,7% no consumo aparente do Brasil. Os resultados dos Coeficientes de exportação e Importação (CEI) do 2º trimestre de 2010, feitos pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), reforçam a principal preocupação pela atual tendência do Comércio Exterior: lenta recuperação das exportações e acelerada elevação das importações.

"Da fatia que representa o aumento de 20,7% do consumo aparente neste trimestre, a produção nacional voltada ao mercado interno teve uma participação de 68%; os 32% restantes foram aproveitados pelos importados", explica o diretor do Departamento de Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti.

Analisados 33 setores, em quase todos se observa que as importações cresceram mais do que o consumo interno - com exceção do setor de máquinas e equipamentos de uso na extração mineral e na construção, que fechou o 2º trimestre deste ano com um CI de 32,5%, o que representa um recuo de 9,2 pontos percentuais Com queda mínima de 0,9 ponto percentual, o setor de produtos de madeira também apresentou recuo no CI, ao fechar em 2,1%.

Investimentos

a) Estados e municípios terão R$ 2 bi para investir em exportação

Os estados e municípios vão receber, até o fim do ano, o valor total de R$ 1,95 bilhão para investir em Exportação. São recursos previstos pelo governo federal para o Fundo de Fomento às Exportações (Fex), conforme a Medida Provisória (MP) 510/2010, publicada na última semana.

Informações obtidas pelo DCI junto a entidades municipalistas indicam que o Fex é mais uma compensação oferecida aos estados e municípios afetadas pela Lei Kandir, que desonera as vendas ao exterior. Desde janeiro, o governo faz o ressarcimento aos entes federados cujo valor total é equivalente ao do Fex.
De acordo com a MP, o Fex é um auxílio financeiro, instituído pelo governo federal, que visa auxiliar os estados e municípios a fomentar as Exportações do País, estimulando o aumento das vendas no mercado internacional.

Do montante do Fex, R$ 1,462 bilhão será utilizado pelos estados e R$ 487,5 milhões pelos municípios. O pagamento será no último dia útil do mês, dividido em quatro parcelas. A primeira já sai agora, em setembro.

O repasse é feito anualmente por meio de medidas provisórias. Os estados receberão 75% do valor e os outros 25% serão distribuídos aos municípios, levando em consideração os coeficientes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O Amapá e o Distrito Federal não recebem recursos do Fex.

De acordo com tabela da MP, Minas Gerais será a unidade da Federação com maior aporte, levando 18,23% dos recursos, seguido de Mato Grosso (16,16%), Pará (8,28%), Rio Grande do Sul (8,04%), Espírito Santo (7,20%) e São Paulo (6,61%).

Os percentuais foram definidos pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), de acordo com critérios que incluem as estatísticas de Exportação de cada ente federado.

Minas Gerais foi o estado que recebeu a maior quantia, já que os resultados de suas Exportações nos últimos meses superaram a média nacional. Só em julho o valor das vendas externas de Minas atingiu US$ 2,82 bilhões, um aumento de 78,1% em relação ao mesmo mês de 2009.

A MP 501/10, que tramita na Câmara Federal, amplia em R$ 10 bilhões o empréstimo que o Tesouro Nacional concedeu ao Banco Nacional de Desenvolvimento e Econômico e Social (BNDES) para direcionar investimentos no setor produtivo. De acordo com a Lei 12.096/09, modificada pela MP, os recursos podem ser disponibilizados para a produção de bens de consumo para Exportação, e aquisição e produção de bens de capital. A MP estende o benefício também para empresas do setor elétrico.

A MP ainda permite à União criar um fundo para substituir a figura do fiador nas operações de crédito educativo.

Os estados e municípios vão receber, até o fim do ano, o valor total de R$ 1,95 bilhão para investir em Exportação. São recursos previstos pelo governo federal para o Fundo de Fomento às Exportações (Fex).

b) Coreanos no minério brasileiro

O sonho do empresário Eike Batista de transformar sua empresa de mineração, a MMX, numa “quase Vale”, ficou mais perto de se tornar realidade, acredita o executivo.

Um mês depois de admitir publicamente que estava procurando parceiros para agregar sócios ao negócio — como fez a Vale atraindo a japonesa Mitsui — Eike anunciou sociedade com a SK Networks, quarto maior conglomerado da Coreia do Sul, com atuação nos setores de siderurgia, petróleo e telecomunicações em 22 países, e que investirá US$ 700 milhões na parceria.

Foi uma transação triangular, em que os asiáticos viraram sócios da MMX, que, por sua vez, comprou por R$ 2,3 bilhões o Superporto Sudeste, da LLX Logística. Da negociação nasceu o PortX. Com isso, a LLX Logística sofreu uma cisão e, agora, ficará apenas com o Porto Açu.

A primeira é o aumento de capital da MMX no valor de até US$ 2,2 bilhões, ao preço de R$ 13,963 por ação. Além de reforçar o caixa da empresa, a operação vai dar à mineradora a infraestrutura para escoar sua produção e também de terceiros. Eike, presidente dos conselhos da MMX e da LLX, vai ceder parcialmente à SK Networks o seu direito de preferência no aumento de capital.

Para virar sócio da MMX, os sulcoreanos da SK vão desembolsar US$ 700 milhões. A negociação prevê o fornecimento de minério de ferro de, no mínimo, o equivalente ao que a SK passou a deter na MMX (11%), além de 50% da produção oriunda da planta do grupo de Eike no Chile. Após o negócio, o Grupo EBX terá 34,2% da MMX, os chineses da Wushan Iron and Steel Co (Wisco) terão 20,4% e o restante das ações (34,4%) ficará com o mercado.

— Uma companhia de mineração é, essencialmente, uma empresa de logística, além de a MMX ter passado a ter quase R$ 2 bilhões em caixa, zero de dívida e sócios extraordinários — comemorou Eike.

Se a parceria com os chineses da Wisco com a MMX abriu, na avaliação de Eike, uma “autoestrada” para a China; a sociedade com os sulcoreanos inaugurou uma “autopista” para a Coreia do Sul, disse o empresário.

Com a parceria, os acionistas da empresa de logística LLX “passarão a ter uma receita perpétua” com o transporte do minério, citou Eike, acrescentando que a expectativa agora é duplicar a capacidade de produção de 50 milhões de toneladas para 100 milhões de toneladas anuais de minério de ferro.
A analista Maria Tereza Azevedo, da Link Investimentos, vê de forma positiva a parceria com a SK. Mas nem todos compartilham dessa opinião.

Alguns analistas consideraram o preço de R$ 2,3 bilhões do Superporto Sudeste alto demais.

Rumores sobre a operação fizeram as ações da LLX subirem 8% na última sexta-feira, com um volume de negócios atípico de R$ 85 milhões. As ações da empresa despencaram 6,48% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Sobre a movimentação com as ações da LLX, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou em comunicado, que “acompanha e analisa as informações e notícias relativas às companhias abertas, assim como a movimentação dos papéis dessas empresas, e adota as medidas devidas quando necessário”.

Investidores, no entanto, afirmaram que os rumores sobre a operação tinham informações truncadas.

É que teria circulado que o acordo seria de venda da LLX para a Usiminas, e que envolveria a totalidade da empresa, e não apenas uma parcela dela. Essa expectativa acabou frustrada com o anúncio da cisão da LLX.

Após a cisão da LLX, a MMX fará uma oferta pública de aquisição via permuta para 100% das ações da PortX (Superporto Sudeste), por US$ 1,796 bilhão em royalties da MMX (debêntures de participação nos lucros ou royalties) e cerca de US$ 504 milhões em novas ações de emissão da MMX. A expectativa da empresa é que as operações sejam concluídas até o fim do ano. A SK, por sua vez, terá assento no conselho de administração, mas não participará da gestão da MMX.

Agronegócios

a) Receita da exportação de café tem alta de 34%

As exportações brasileiras de Café no mês de agosto alcançaram um volume de 2.776.638 sacas, para uma receita de US$ 474,403 milhões. Os dados, divulgados na última sexta-feira pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café), apontam variação positiva de 12,1% na quantidade do produto embarcado ante o mesmo mês de 2009. A receita, por sua vez, teve crescimento ainda maior, de 34,1% ante agosto de 2009, quando o valor somou US$ 353,714 milhões.

Segundo Guilherme Braga, diretor geral da entidade, o crescimento da receita decorre da recuperação dos preços nos últimos meses. Para o executivo, o crescimento permanecerá até o final do ano, com fechamento da receita em cerca de US$ 5 bilhões.

Conforme o levantamento do Cecafé, o arábica responde por 88% das vendas brasileiras do grão ao exterior, o solúvel, por 7%, e o robusta, por 5% das exportações. No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil exportou 30.276.395 sacas, para uma receita de US$ 4,700 bilhões.

Em relação aos mercados compradores, a Europa surge com 53% de participação da importação do produto brasileiro no período janeiro a agosto, enquanto América do Norte responde por 22%, a Ásia por 17%, e a América do Sul por 5%.

Na avaliação por países, os Estados Unidos lideram, com a aquisição de 3.855.249 sacas entre janeiro e agosto, seguido pela Alemanha, com 3.663.694, e a Itália, com 1.558.306.

Nos principais portos de embarque o resultado foi o seguinte: Santos, com 14.646.690 sacas no período janeiro/agosto (74,6% do total), seguido de Vitória, com 2.475.646 sacas, (12,6%).

b) Fusão entre "gigantes" poderá fechar fábricas, diz Associtrus

O presidente da Associtrus, Flávio de Carvalho Pinto Viegas, disse temer que o processo de fusão da Citrosuco com a Citrovita, segundo e terceiro maiores produtores nacionais de suco de laranja, respectivamente, possa resultar no fechamento de fábricas e em demissões.

Segundo Viegas, a fusão deverá implicar o encerramento da fábrica da Citrovita em Matão. Viegas afirmou ainda que, antes de Matão, a Citrovita também deverá encerrar a instalação que tem em Catanduva.

"Catanduva já está em processo de fechamento e é apenas uma questão de tempo que o mesmo aconteça com a fábrica de Matão, porque não se justifica ter duas fábricas em uma mesma cidade", afirmou Viegas.

A segunda fábrica em Matão citada por ele é a que pertence à Citrosuco, cuja unidade é a maior processadora de sucos e subprodutos de laranja do mundo.

Procurada pela Folha, a Citrovita negou a informação do presidente da Associtrus. Por e-mail, a assessoria de comunicação informou simplesmente que "não há nenhum plano da empresa nesse sentido."
A fusão entre a Citrosuco e a Citrovita foi anunciada em maio deste ano e poderá criar a maior exportadora mundial de suco de laranja, com um faturamento anual superior a R$ 2 bilhões.

As duas empresas, de forma isolada, assim como outras integrantes do setor citricultor, incluindo a líder Cutrale, estão sendo investigadas desde 2006 pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça pela suspeita de cartel.

O Cade (Conselho Administrativo de Direito Econômico) também ainda está analisando o processo de fusão. No entanto, diz o órgão, nenhuma decisão sairá antes de novembro.
Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura, a laranja é o terceiro produto no valor da produção paulista. Ela gera cerca de 400 mil empregos, e as exportações de suco totalizaram US$ 2,16 bilhões em 2009.

c) Milho faz Porto de Paranaguá atingir recorde de caminhões

O movimento de caminhões carregados com grãos no Pátio Público de Triagem do Porto de Paranaguá foi recorde em agosto. Passaram 36,4 mil veículos para a verificação documental e física da carga. Os caminhões transportaram 1,2 milhão de toneladas de soja, milho e farelo, para serem exportados via Paranaguá. A média diária de veículos recebidos ultrapassou 1,1 mil e representou 40% mais que o alcançado no mesmo mês do ano passado, quando foram cerca de 470 caminhões por dia.

Segundo o gerente da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), César Elias Simão, o recorde se deve, principalmente, ao aumento na exportação de milho. "Em julho, foram classificados 5.522 caminhões com o produto. Em agosto, este número subiu para 11.906. A classificação do milho transportado via trem cresceu de 590 vagões para mais de 4 mil, nos dois últimos meses".

Desde o início do ano, passaram pelo pátio 230.427 caminhões, com 7,7 milhões de toneladas de grãos - números que já superam o registrado em todo o ano passado (202 mil veículos e 7,1 milhões de toneladas de carga). "Este aumento é prova da recuperação da economia mundial após a crise, que prejudicou o comércio internacional de commodities. É resultado, ainda, da força da nossa agricultura e do reconhecimento do nosso porto como o maior exportador de grãos do País", diz Mario Lobo Filho, superintendente dos Portos do Paraná.

"O Pátio de Triagem é o portão de entrada dos grãos que serão exportados. As cargas passam por rigorosa inspeção de qualidade. Além dos caminhões, chegam por aqui os vagões de trens carregados com a produção do interior do estado. O movimento neste espaço é o termômetro da agricultura brasileira, já que o Porto de Paranaguá é considerado um dos maiores complexos graneleiros do Brasil e do mundo", diz.

Até o final do ano, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) deve investir R$ 7,8 milhões nas obras de manutenção, reforma e ampliação do pátio, que já estão em andamento. Serão restaurados 30% da pavimentação e construídos mais banheiros, um fraldário e churrasqueiras, além de um centro de recepção com telão, mesas e restaurante. Novos guichês para entrada e saída de caminhões e iluminação complementarão as benfeitorias.

De acordo com o diretor técnico da Appa, André Cansian, as mudanças serão concluídas até dezembro. "Estamos avançados no cronograma de ações e já notamos melhorias", ressalta. As informações são do governo do Estado do Paraná.

d) HSBC vê com otimismo futuro agrícola da América Latina

O clima causa cada vez mais estragos na produção mundial de grãos, mas a alta dos preços das commodities agrícolas não vai perdurar por muito tempo. A previsão é de boletim sobre produção agrícola mundial divulgado recentemente pelo banco HSBC.

O banco está otimista em relação ao futuro da produção e do agronegócio na América Latina, e particularmente no Brasil que, de acordo com o relatório, oferece "condições atraentes para o crescimento e expansão da Agricultura, com terra fértil, amplo suprimento de água, condições ideais de clima e um robusto segmento privado no setor, apoiado por políticas pragmáticas do governo".

O estudo lembra que as cotações de trigo subiram 67% nos últimos dois meses, os preços do milho aumentaram 15% e os da soja tiveram alta de 12%. No entanto, o nível mundial dos estoques, segundo o estudo do banco, indica que essa disparada tem fôlego limitado.

O relatório reconhece que a quebra da safra de trigo na Rússia assustou os mercados, já que se trata do terceiro maior produtor mundial, atrás de Estados Unidos e Canadá. Os canadenses, ao contrário dos russos, tiveram a colheita afetada pelo excesso de chuvas, enquanto o Paquistão também teve que conviver com inundações e a África padece com a ação de fungos que prejudicam sua safra. "No entanto, esperamos um aumento da safra nos Estados Unidos, assim como na Austrália e nos Estados Unidos, o que será mais do que suficiente para atender à demanda", afirmam os técnicos do HSBC.
Em relação aos estoques, o relatório afirma que os níveis estão no mesmo nível ou acima das médias históricas nos casos do milho, soja e trigo. Pelos cálculos do HSBC, o nível de estoque do trigo está atualmente em 26%, em linha com a média histórica, enquanto na soja a porcentagem é de 26%, contra uma média de 23%. No caso do milho, a média é calculada em 17%, muito próxima da média histórica de 19%.

Outro fator de otimismo dos técnicos do banco é a estabilidade de preços que o petróleo vem apresentando há meses. Esse fator é importante, na avaliação do HSBC, porque o petróleo estável "não aumenta os custos de transportes" de grãos e significa que não existe, no momento, ameaça de alta acelerada dos fertilizantes.

A perspectiva, no entanto, não é totalmente otimista, de acordo com a avaliação do banco. "A crise da Rússia, causada pela seca, pode ser pior do que o previsto, o que levaria o governo russo a estender a suspensão da exportação de grãos para 2011", adverte o estudo, que lembra: os especuladores do mercado financeiro podem provocar nova onda de alta nos preços dos grãos, o que levaria produtores a trocarem as culturas de soja e milho por algodão.

Essa troca, recorda o estudo do HSBC, é uma ameaça para a soja, que pode ter como principal efeito a redução da área plantada. "A época do plantio se aproxima na América Latina", recorda o relatório, "e a troca de culturas nos EUA e na Argentina pode ser um catalisador de preços em 2011".

No milho, a produção deve atender a demanda, com a previsão do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de que a safra mundial chegará ao recorde de 832 milhões de toneladas. Nesse produto, uma das possíveis fontes de pressão altista é a atitude tomada por alguns países, de substituir trigo por milho na alimentação de animais, para reduzir custos. Outro risco é uma possível imposição de maior uso de milho em biocombustíveis.

A principal preocupação, segundo os técnicos do HSBC, é o trigo, em consequência da seca que está afetando a safra da Rússia. O clima fez com que o USDA divulgasse uma previsão de redução de 6% da produção na safra 2010/2011, para 646 milhões de toneladas. As cotações subiram 67% no período de dois meses encerrado dia 13 de agosto. "Essa elevação dos preços pode não ser totalmente justificada", afirmam os técnicos do HSBC. "É preciso lembrar que o fornecimento de trigo é 4% menor que a previsão inicial do USDA, feita em maio".

O estudo avalia que uma parte da elevação das cotações do trigo "pode ser atribuída a potenciais resultados dos problemas econômicos da Rússia". O HSBC prevê que os preços do produto continuem nos níveis atuais "até que haja melhor visibilidade em relação às perdas na safra da Rússia causadas pelo clima".

Em seu último relatório, HSBC está otimista em relação ao futuro da produção e do agronegócio na América Latina, particularmente no Brasil. Para o banco, o País tem potencial para expansão do setor.

e) Exportação de frango cresce 16,75% em receita

As exportações de frango do Brasil, o maior exportador do mundo, totalizaram em receita US$ 4,37 bilhões nos oito primeiros meses do ano, o que representou crescimento de 16,75% na comparação com o mesmo período de 2009, informou nesta terça-feira a Ubabef (União Brasileira de Avicultura). O Brasil exportou 2,51 milhões de toneladas de carne de frango no acumulado de janeiro a agosto, alta de 3,63% em relação ao mesmo período de 2009, quando o país embarcou 2,425 milhões de toneladas.

f) Preço do açúcar volta a aumentar no mercado internacional

Após atingir 30,4 centavos de dólar por libra-peso no mercado de Nova York em fevereiro, e cair para 13 centavos em maio, o preço do primeiro contrato futuro de açúcar voltou a subir, atingindo 24,69 centavos em 16 deste mês. Desta vez, o motivo não são as importações da Índia, mas sim o Brasil.

A recente alta vem sendo gestada nos últimos meses por episódios como a seca na Rússia e o excesso de chuvas no Paquistão, que ajudaram a reduzir as perspectivas de excedente mais significativo na safra 2010/11, depois de dois anos de deficit.

Excedente que hoje não é nem de perto suficiente para aplacar a queda na relação estoque-consumo mundial, atualmente em nível muito baixo, em torno de 32%.

Mas nenhum desses fatores tem afetado tanto o mercado como a falta de chuvas na região centro-sul do Brasil, em 2010. Em microrregiões importantes, tem sido observada estiagem superior a 160 dias, afetando, em níveis muito acima do que seria possível prever, a cana disponível para moagem no segundo semestre deste ano.

Em condições normais, uma ligeira estiagem pode até ter efeito benéfico para a cana-de-açúcar, pois o estresse contribui para sua maturação, e a perda de tonelagem por hectare é quase sempre compensada pelo aumento no teor de açúcares contidos em cada tonelada.

Mas estiagem prolongada como a que vem sendo observada neste ano acaba resultando em perdas reais, pela deterioração da qualidade da matéria-prima e maiores perdas na extração industrial. Canas colhidas entre janeiro e março de 2010 estão com crescimento comprometido, tornando praticamente certo que não haverá moagem significativa na entressafra, como ocorreu nos dois anos anteriores.

A produção brasileira de açúcar na safra 2010/11 será recorde, devendo atingir 37,8 milhões de toneladas, 14,9% mais do que no ano anterior.

O volume a ser exportado deve ultrapassar 25,3 milhões de toneladas, crescendo 15,8%. Todo esse crescimento tem encontrado dificuldades para o seu escoamento na região centro-sul, a maior produtora e exportadora. Os investimentos em infraestrutura portuária não acompanharam o ritmo de expansão da produção e das exportações nessa região, valorizando ainda mais os espaços já ocupados e os ativos instalados.

Para o mercado, o que importa é o futuro. As consequências agronômicas da seca no centro-sul passaram a ser acompanhadas de perto pelo mercado mundial, visto que o Brasil é responsável por 48% das exportações totais.

Enquanto isso, a demanda doméstica potencial por etanol continua em expansão, acompanhando o ritmo de crescimento da frota flex, que já ultrapassa 11 milhões de veículos.

Demanda que poderá se materializar, ou não, dependendo do preço relativo entre o etanol hidratado e a gasolina, abrindo a perspectiva de que a demanda de gasolina varie de forma significativa, e inversa, à do etanol.


O preço mais elevado deve estar, de maneira quase geral, sendo recebido com euforia pela indústria brasileira. Mas ela não deve esquecer que esse preço é também muito bem-vindo por produtores em outros países que produzem, e que o açúcar permanece sendo a commodity agrícola com a maior volatilidade de preço.

Mercosul

a) Ministro francês critica comércio com Mercosul

O ministro francês da Agricultura, Bruno La Maire, afirmou que a "Europa não é lixão dos produtos agrícolas da América do Sul", no mesmo dia em que o comissário europeu de Comércio, Karel de Gucht, inicia, no Brasil, viagem para impulsionar as negociações entre Mercosul e União Europeia. "Não iremos adiante nas negociações com o Mercosul", disse Le Maire, após anunciar entrega de 300 milhões de euros em ajuda aos pecuaristas franceses.

b) UE quer fechar acordo de livre-comércio com o Mercosul até 2011

A União Europeia está confiante que conseguirá fechar um acordo de livre-comércio com o Mercosul até meados de 2011. "Esperamos fechar um acordo dentro de um prazo razoável, até meados do próximo ano", afirmou o comissário para Comércio da UE, Karel de Gucht. As declarações do novo comissário foram dadas após encontros, em Brasília, com os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

Gucht reconhece que ainda existem dificuldades consideráveis entre os dois blocos econômicos para se chegar a uma proposta definitiva de livre comércio. Agricultura e propriedade intelectual são alguns dos temas que emperram as conversas entre os dois lados. Ainda assim, o comissário mostrou-se confiante na possibilidade das negociações caminharem, a partir de agora, para um desfecho mais concreto. "O clima geral mudou e o que vejo é uma abertura para as discussões", afirmou Gucht.

As negociações entre Mercosul e União Europeia ficaram suspensas por cinco anos e só foram retomadas em maio. Uma primeira rodada de negociações foi feita em julho e, entre os dias 11 e 15 de outubro, um novo encontro ocorrerá em Bruxelas. No entender de Gucht, os dois blocos têm condições de apresentar suas ofertas até o fim do ano. Com isso, os negociadores teriam a primeira metade de 2011 para aparar arestas e fazer o desenho final do acordo.

Mas Bruxelas chega com um aviso: se o Mercosul não optar por avançar nas negociações, perderá espaço para a Ásia.

Na sexta-feira, Bruxelas lançou negociações para um acordo de livre comércio com a Malásia e um tratado para proteger suas marcas e produtos na China. Além de já ter fechado um acordo comercial neste ano com a Coreia do Sul, a UE busca um tratado de livre comércio ainda em 2010 com Índia e Cingapura. Na prática, o estabelecimento de acordos comerciais com outros parceiros poderia dar vantagens a concorrentes brasileiros no mercado europeu, deslocando as vendas nacionais.

O fracasso das negociações da Rodada de Doha, que sucumbiu em julho de 2008, é um dos elementos que sustentam o otimismo de Gucht em relação à possibilidade de União Europeia e Mercosul conseguirem fechar um acordo de livre comércio. Além disso, a situação econômica mundial também sofreu bruscas alterações ao longo do período, o que contribui para que um acordo seja fechado agora.

c) Com crise na pecuária, Argentina passa a importar carne do Uruguai

A importação de carne do Uruguai pela Argentina aumenta cada vez mais, marcando uma tendência, embora o volume não seja expressivo. Segundo o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina, o país importou 991 toneladas de janeiro a julho em comparação com 599 toneladas em igual período de 2009. O resultado corresponde a uma alta de 65% e o volume já supera toda a compra do ano passado.

Os dados do Senasa são confirmados pelo Instituto Nacional de Carnes do Uruguai, embora com números ainda mais elevados. Em volume, segundo o instituto, as vendas passaram de 676 toneladas para 1.152 toneladas, com alta de 70,4%. Em valor, o desempenho saltou pouco mais de 80%, de US$ 1,2 milhão para US$ 2,2 milhões.

Para os especialistas, o ritmo das importações foi retomado e muitos temem que, no atual cenário de crise do setor, o volume possa chegar perto do verificado há dois anos. Em 2008, no auge do conflito entre o setor agropecuário e o governo de Cristina Kirchner por causa das retenções (impostos de exportações), o país importou 2.201 toneladas de carne. A maioria dos cortes uruguaios que a Argentina importa é o asado (costela), tradicional do churrasco. O grosso das importações atende à demanda das províncias fronteiriças, como Entre Ríos e Corrientes.

A forte estiagem no fim de 2008 e em 2009, somada à crise e às políticas de desestímulo do governo Kirchner, provocou uma retração de 50% no abate de bovinos. O rebanho teve uma redução de 10 milhões de cabeças nos últimos quatro anos.

As projeções são de que a Argentina deve produzir em 2010 2,6 milhões de toneladas de carne, abaixo dos 3,4 milhões de toneladas de 2009. O consumo de carne bovina, que chegou a ser de 70% do total anual de proteína animal há um ano, agora é de 56%.

Plano Internacional

a) Japão lança pacote de estímulos de US$ 10,9 bi

O governo do Japão anunciou na sexta-feira um pacote de estímulo de 915 bilhões de ienes (US$ 10,9 bilhões) para a economia e voltou a pressionar o banco central sobre a necessidade de controlar a deflação no país. As medidas fazem parte dos esforços das autoridades para ajudar a economia, dependente das exportações, a enfrentar a persistente apreciação do iene e a desaceleração dos mercados no exterior.

O Japão voltou a advertir quanto a uma rápida e prolongada apreciação do iene, que já está próximo da cotação máxima de 15 anos em relação ao dólar. Mais uma vez, o governo ameaçou intervir no câmbio quando considerar necessário. O programa econômico, que se baseia em recursos já existentes para evitar aumento da já elevada dívida do país, foi considerado pelos economistas muito pequeno ante os atuais problemas do Japão. O primeiro-ministro, Naoto Kan, pediu ao seu gabinete para dar um andamento rápido ao estímulo, a fim de eliminar os riscos negativos à economia, mas analistas dizem que as medidas do programa terão pouco impacto imediato.

Também na sexta-feira, o Japão revisou o crescimento de seu Produto Interno Bruto (PIB) do Japão no segundo trimestre. O número foi revisto em alta, a 1,5% em ritmo anual, contra 0,4% antes, graças aos investimentos privados melhores que os esperados. Em ritmo trimestral, o crescimento japonês no período abril-junho de 2010 foi de 0,4%, ao invés de 0,1% estimado nas primeiras estatísticas oficiais publicadas em meados de agosto.

O Incubator Bank, um pequeno banco japonês dedicado a créditos para empresas, informou na sexta-feira que está falido, e será a primeira entidade a recorrer ao depósito de garantia bancária do Japão desde sua criação, em 1971, informou a agência local "Kyodo".

b) Economist põe a América Latina acima dos Estados Unidos

A mais recente edição da revista britânica “The Economist” traz um especial sobre a América Latina, com destaque para o crescimento econômico da região em meio à crise global. Sob o título “Nobody’s backyard” (“Não é o quintal de ninguém”), a capa mostra o mapa das Américas de ponta-cabeça, com a América Latina acima dos Estados Unidos.

“Uma região que havia se tornado sinônimo de instabilidade financeira navegou tranquilamente pela recessão”, diz a revista, lembrando que as projeções de crescimento para este ano passam de 5% na região.

O Brasil, afirma a “Economist”, é o destaque da região, com expansão econômica acima da média. A publicação lembra que o país caminha para se tornar a quinta maior economia do mundo, atrás apenas de China, EUA, Índia e Japão.

Essa pujança, diz a revista, demanda um novo pensamento, tanto na América Latina como “ao Norte do Rio Grande” (os EUA). Os latino-americanos precisam abandonar o discurso — habitual em Hugo Chávez — de que são tratados como “o quintal dos EUA”. “Poderes mais sensatos, como o Brasil, têm de aumentar as críticas a essa bobagem.” Mas os americanos, focalizados no crime e na imigração, também precisam mudar. “Quanto mais abertos os EUA forem com a América Latina, maiores as chances de criar prosperidade, que afinal é a maior proteção contra conflito e desordem.” A “Economist” sugere que os EUA construam pontes, não muros.

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