14 a 18 de novembro de 2005

OMC

a) Rodada Doha


A União Européia sinalizou ao Brasil que pode melhorar sua oferta agrícola, mas só após a Conferência Ministerial de Hong Kong, a qual ocorrerá no mês que vem.

Em contra partida, o Brasil considerou uma ampliação da oferta no setor de serviços (que inclui bancos, telecomunicações, informática etc.), mas insistiu que não aceitará fórmula quantificando o numero de subsetores que devem ser liberalizados (os europeus queriam a abertura de 93 dos 137 subsetores de serviços nos emergentes).

Entrementes, o G-4, grupo formado por Brasil, Estados Unidos, União Européia e Índia, fará nova reunião ministerial na terça-feira, em Genebra, tentando evitar um desastre maior nas negociações para liberalizar o comércio global, na Conferência de Hong Kong. Com a possibilidade de não se chegar a um acordo sobre o tamanho dos cortes de tarifas e subsídios agrícolas e industriais, os ministros começam a se debruçar no pós-Hong Kong. Um plano de ação deverá ser aprovado a fim de manter a pressão na Rodada Doha.

b) Subsídios Americanos

Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues criticou a resistência dos EUA em cumprir a determinação da OMC de reduzir o pagamento de subsídios a seus produtores de algodão. O Ministro reagiu duramente contra o parceiro comercial durante a 3ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Lembrou, ainda, que o descumprimento da decisão da OMC "dificulta" as negociações globais.

Comércio Exterior


As exportações brasileiras tiveram um crescimento de 17,6% nos últimos 12 meses, até setembro de 2005. Este registro ficou bem abaixo dos 28,5% até fevereiro de 2005. Segundo tais números da Funcex, o movimento é explicado pela valorização do câmbio e pelo menor crescimento global.

Segundo estudo dos economistas Sandra Rios e Roberto Iglesias, o Brasil precisa definir o foco da agenda comercial, levando em conta os principais mercados. Tal estudo leva em conta o tamanho e grau de dinamismo do mercado importador, as barreiras comerciais e o número de acordos de preferências tarifárias.

Por outro lado, o Brasil reverte o comércio internacional e mantém déficits apenas com os países africanos e da Oceania. Algumas explicações foram dadas, como o aumento das exportações brasileiras, alta dos preços internacionais das commodities e o aumento da produção agrícola.

Mercosul

O Brasil reverteu sua situação no Mercosul em 2005. Avaliando 2000, a situação brasileira era deficitária em US$ 63 milhões, sendo US$ 610 milhões apenas com a Argentina. Já em 2005, a situação brasileira é de superávit de US$ 3,38 bilhões e US$ 2,66 bilhões só com os argentinos. Uma explicação dada é que a indústria brasileira é mais competitiva.

A Venezuela se virou para o Mercosul, após hipótese de acordos entre EUA, Colômbia, Equador e Peru. Com o fortalecimento do bloco, mais a Venezuela na Cúpula das Américas contra o assunto “Alca”, o presidente Hugo Chávez confirmou que o país não tem mais nada a ver com a atual Comunidade Andina.

Tal fato divide a indústria, com discussões e reações opostas entre o empresariado brasileiro. Um trunfo venezuelano é o aumento do poder de compra da população pelas exportações de petróleo. Os Estados Unidos da América avaliaram que o Mercosul não está preparado para o Acordo da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), por isso, não pretendem, por enquanto, negociar a Alca sem o bloco.
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