03 de julho a 07 de julho de 2006

Comércio Exterior

a) Resultados

O primeiro semestre de 2006 registrou um superávit de US$ 19,5 bilhões, redução de 0,5% frente ao fechamento da primeira metade do ano passado. O saldo positivo é resultado de US$ 60,9 bilhões exportados e US$ 41,360 importados, alta de 13,5% nas vendas e de 21,6% nas compras do mercado externo.

No acumulado de junho foram registradas exportações no valor de US$ 11,4 bilhões, alta de 17,4% sobre o quinto mês de 2005 e de 16,6% sobre maio. As importações somaram US$ 7,3 bilhões, 24,8% maiores que o mesmo dado de 2005 e 6,3% acima da comparação com maio passado. O superávit em junho foi de US$ 4,08 bilhões, alta de 1,3% sobre os US$ 4,03 bilhões atingidos em junho de 2005 e de 26% na comparação com o mês de maio.

A última semana de junho (dias 26 a 30) fechou com um saldo positivo de US$ 1,6 bilhões. Foram US$ 3,14 bilhões em exportações e US$ 1,5 bilhões importados.

b) Indústria automobilística bate recorde 

O primeiro semestre de 2006 da indústria automotiva brasileira apresentou os maiores resultados da história em produção e exportação. Foram produzidas 1,3 milhão de unidades e as vendas para o mercado internacional totalizaram US$ 5,57 bilhões, alta 5,6% sobre os seis primeiros meses de 2005.

c) Petrobrás e etanol 

A Petrobrás tem como meta a ambiciosa marca de maior exportadora de álcool do planeta. Para isso articula com diversas usinas privadas brasileiras o fornecimento de 3 bilhões de litros de álcool anidro de cana-de-açucar por vinte anos. Segundo fontes da empresa, só ela teria o know-how sobre o processo de mistura do álcool à gasolina, aparentemente simples, mas bastante complexo, de acordo com seus técnicos.

No início do ano foi criada a Brasil-Japão Etanol, um joint-venture com a estatal japonesa Nipon Alcohol Banhai, com o objetivo de controlar a importação e distribuição de álcool no mercado japonês. EUA, Europa, Coréia do Sul, Índia e China também estão nos planos da empresa, que investirá cerca de R$ 3 bilhões em novas usinas brasileiras até 2008.

d) Concorrência chinesa na Argentina 

Atentos aos preços mais baixos das mercadorias chinesas em comparação com os importados brasileiros, o mercado argentino tem substituído uma série de produtos antes comprados do Brasil por concorrentes chineses. Analistas confirmam que a China foi responsável por mais de 79% dos utensílios domésticos importados pela Argentina no primeiro quadrimestre de 2006. O mesmo dado aponta 17% em 2002. Já o Brasil, registrava em 2002, no mesmo período do ano, 77% destes mesmos produtos, fatia que em 2006 despencou para 19%.

Agronegócio

a) Balanço do semestre 

As exportações registradas pelo agronegócio entre janeiro e junho somaram US$ 21,358 bilhões, crescimento de apenas 5,7% - o mesmo dado em junho de 2005 apresentou um crescimento de 10,2%. As importações, entretanto, aumentaram em 20% sobre o primeiro semestre de 2005, o que significa um total de US$ 2,984 bilhões. O superávit atingido foi de US$ 18,375 bilhões - alta de 3,7% frente o dado do ano passado - e o saldo positivo entre os doze meses fechados ao final de junho marcou US$ 39,072 bilhões.

Os resultados abaixo do esperado são conseqüência da retração na procura por carnes devido à gripe aviária no exterior e a embargos motivados por focos de febre aftosa em alguns estados brasileiros. A taxa de câmbio com o real valorizado também interferiu de forma negativa no desempenho das exportações do setor.

b) Guedes Pinto assume Ministério

Tomou posse, na segunda-feira, dia 3 de julho, o novo ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, substituto de Roberto Rodrigues que se demitiu no dia 27 de junho. Ex-secretário executivo do mesmo Ministério, Guedes Pinto é engenheiro agrônomo e possui ligações com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) - foi presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária - e isso deve aproximar a Agricultura do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O primeiro sinal de convergência entre as duas pastas foi o levantamento da hipótese de revisão dos índices de produtividade das lavouras, o que permitiria novas desapropriações de terras improdutivas.

O novo ministro foi aprovado pelo empresariado agrícola, que o apontou como mais pragmático que Rodrigues e demonstrou otimismo quanto às melhorias de infra-estrutura cobradas durante a gestão anterior. Guedes Pinto também é considerado moderado e deve lidar bem com os conflitos entre agronegócio e reforma agrária. A oposição interpretou a nomeação como uma manobra político-partidária, apontando pra o fato de que o novo ministro não pertence ao agronegócio, mas ao PT.

c) Algodão

A safra de algodão 2006/07 ainda não começou a ser plantada mas já vendeu 35% de sua produção, a ser colhida e maio de 2007. A elevação nos preços do produto e as expectativas de valorização do real para 2007 motivaram esta aceleração das vendas; os contratos atuais de exportação estão em cerca de US$ 19,5 a arroba e com um custo de produção de US$ 15,8 por arroba. Há um ano o algodão era vendido ao mercado internacional a US$ 17,2 por arroba.

No mercado interno a oferta está pressionada. A expectativa de exportação é de 400 mil toneladas, enquanto a demanda interna é de 600 mil toneladas; com a produção prevista para 950 mil toneladas o setor será obrigado a importar para suprir a procura.

d) Cítricos: Reajustes nos contratos

Citricultores e indústrias do mercado de sucos se reuniram durante a segunda semana de julho (dias 3 a 7) para negociarem um reajuste emergencial dos contratos de fornecimento dos produtores às indústrias que processam a bebida. O objetivo do encontro é compensar os agricultores após a repentina valorização do suco de laranja no mercado exterior, reflexo da redução na oferta após os furacões que atingiram o estado americano da Flórida.

A oferta das indústrias foi uma elevação de US$ 1,05 no preço pago por cada caixa de 40,8 quilos de fruta referentes a contratos de longo prazo, segundo os quais o preço está fixado em US$ 3,40 por caixa. Até esta negociação, a intransigência das indústrias, que se negavam a negociar os contratos após a forte desvalorização cambial, levou alguns citricultores a entregarem sua produção para concorrentes das indústrias com as quais fecharam o pedido, um rompimento do contrato que lhes rendia um retorno 60% maior em alguns casos.

e) Soja

1. Processamento

O processamento da soja em maio totalizou 2,188 milhões de toneladas, queda 17,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado e 3,7% na comparação com abril deste ano. A previsão da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) para esta safra é de 28,2 milhões de toneladas, volume 5,1% menor frente aos 29,728 milhões de toneladas registradas na safra 2005/06. Apesar do processamento inferior, a produção está estimada para 56,1 milhões de toneladas, aumento de 5,7%.

O esmagamento menor na safra atual é reflexo de um aumento para 25,2 toneladas de soja em grão exportadas, alta de 12,5%, e uma redução das vendas de farelo e óleo, este que deve totalizar 2,2 milhões de toneladas em vendas ao mercado internacional, queda de 15,2%.

2. Semestre

Ainda que o complexo soja tenha mantido sua liderança entre os produtos exportados pelo Brasil no primeiro semestre de 2006, os números demonstraram uma queda na dinâmica do setor. Os US$ 4,4 bilhões exportados na primeira metade de 2005 diminuíram para US$ 4,2 bilhões no primeiro semestre deste ano - uma redução de 5,5%. Comparando os meses de junho em 2005 e 2006 observou-se uma redução de US$ 1,1 bilhão para US$ 763 milhões, queda de 31%.

f) Café

O preço médio da saca de 60kg de café vendida ao exterior passou de US$ 92,5 no primeiro semestre de 2005, para US$ 118 no mesmo período deste ano, uma elevação de 27,5%. Esta valorização rendeu US$ 2,88 bilhões em exportações, um aumento de 11,7% frente à receita do mesmo intervalo em 2005, ainda que o volume embarcado de 24,5 milhões de sacas seja 12,4% menor na mesma comparação. Apesar das variações, o café brasileiro manteve seus 30% de participação no mercado internacional.

A valorização do café é apontada como resultado da entressafra na América Central e o inverno no hemisfério Norte, além de uma sensível redução dos estoques mundiais.

g) Missão de veterinários europeus

Desembarcou no Brasil na terça-feira, dia 4 de julho, missão veterinária da União Européia que irá avaliar o sistema de defesa agropecuária ao longo do trajeto percorrido pela carne por eles importada e o tratamento enviado pelo governo aos focos de febre aftosa flagrados em Mato Grosso do Sul e Paraná em 2005. O objetivo da visita é esclarecer o embargo da União Européia à carne bovina de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo

h) Argentina reduz restrições a exportações de carne

O governo argentino decidiu, a 3 de julho, aliviar algumas das restrições feitas a exportadores de carne bovina, medida adotada em março passado para forçar a redução dos preços no mercado argentino. Após ser verificada uma queda de 30% nos preços, marca a partir da qual a rentabilidade dos negócios podia ser comprometida, as autoridades liberaram a venda da mercadoria que não for consumida no mercado interno.

A medida estará em vigor por 60 dias e poderá ser prorrogada por mais 30 de acordo com o comportamento demonstrado pelo mercado interno

h) Doença de Newcastle no RS

Foi confirmada, no dia 6 de julho, pelo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a ocorrência da Doença de Newcastle em aves de uma criação de subsistência em Vale Real (RS). Ainda que a propriedade não atenda a frigoríficos, o Mapa comunicou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e o ministro da agricultura Luiz Carlos Guedes Pinto, que enviou especialistas para vigiar a área e conter qualquer possibilidade de proliferação da doença.

Segundo o Mapa, a Doença de Newcastle não oferece qualquer possibilidade de contagio humano.

Mercosul

a) Venezuela

Em reunião extraordinária dos presidentes do Mercosul, a 4 de julho, em Caracas, formalizou-se a adesão da Venezuela como quinto membro pleno do Mercosul. Segundo fontes do Itamaraty, com a soma do novo integrante a Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, o bloco passa a ter 250 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1 trilhão, 76% do total da América do Sul.

A agenda prevê uma progressiva abertura da economia brasileira até o pleno livre-comércio em 2010, mesmo processo ao qual se comprometeu o venezuelano Hugo Chávez até 2012. A prioridade, entretanto, é que o novo integrante adote a Tarifa Externa Comum também em 2010. Ao mesmo tempo, o presidente venezuelano Hugo Chávez reconheceu as assimetrias referentes aos sócios menores, Uruguai e Paraguai, a quem se comprometeu a ajudar por meio de uma lista de preferências para produtos produzidos nos dois países.

Importantes associações empresariais e sindicais venezuelanas ligadas à oposição protestaram contra a falta de consultas do governo ao setor privado, que teme a competição dos produtos argentinos e brasileiros. "O produtor venezuelano tem custos 50% superiores ao brasileiro na pecuária, não vai sobrar bezerro vivo no país", afirmou o diretor da Confederação das Indústrias da Venezuela, Silvano Gelleni, representante de pequenas e médias empresas. Gelleni ainda alertou para os setores de petroquímica, autopeças e alimentos, mais vulneráveis à abertura do mercado venezuelano.

b) Brasil e Uruguai: parceria em energia

Os ministérios de Minas e Energia de Brasil e Uruguai anunciaram, em 5 de julho, a construção de uma linha de transmissão de energia elétrica de mil megawatts (MW) entre os dois países. O projeto tem inicio marcado para 2007 e prevê custos em torno de US$ 150 milhões, investidos majoritariamente pelo Uruguai, responsável pela gestão técnica e comercial do empreendimento. A linha atravessará a fronteira no trecho entre as cidades de San Carlos, no Uruguai, e Candiota, no Rio Grande do Sul, uma distância de 400 quilômetros.

Os 500 quilovolts de tensão permitirão ao Brasil exportar ou importar energia do vizinho, restando ainda a tarefa de converter a diferença de freqüência que no Brasil é de 60 hertz e no Uruguai é de 50 hertz. A parceria é um dos compromissos assumidos por ambos os países no âmbito do Mercosul. 

b) Toyota investe na Argentina

A Toyota Motor, segunda maior montadora do mundo, está investindo US$ 37,2 milhões em unidades produtivas na Argentina com o objetivo de intensificar o acesso de seus produtos ao Mercosul. Estão previstas uma fábrica de 5 mil metros quadrados para pintura de peças de plástico produzidas no país e uma expansão na produção de auto-peças.

A notícia do investimento japonês chega uma semana após a oficialização de um acordo automotivo entre Brasil e Argentina cujo objetivo é ampliar as exportações para o mercado brasileiro. Ao longo dos primeiros cinco meses de 2006, a produção da Toyota na Argentina registrou um aumento de 38% na produção e de 46% nas vendas na comparação com o mesmo dado de 2005.
 

OMC


a) Fracasso em Genebra


A reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) terminou novamente sem qualquer avanço. Ocorrida em Genebra, no fim de semana do dia 1º de julho, para negociar a liberalização do comércio agrícola e industrial entre países em desenvolvimento e países ricos, o encontro aumentou o pessimismo quanto à Rodada Doha da OMC. Entretanto, os países em desenvolvimento, como os participantes do G-20, grupo liderado pelo Brasil, estimam que um acordo comercial deve ser firmado até o final do mês de julho. Em nota, o grupo alega que"os grupos renovaram seu compromisso de alcançar um acordo de modalidades plenas em agricultura".

O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, admitiu o fracasso de Genebra e prometeu aumentar a pressão sobre os grupos para tentar uma maior aproximação entre o G-20, os Estados Unidos e a União Européia.

b) USTR e Celso Amorim


Susan Schwab, representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR) telefonou na sexta-feira, dia 9, para o chanceler brasileiro Celso Amorim demonstrando grande vontade em estreitar as conversas entre Brasil e Estados Unidos nas negociações para liberalização comercial no âmbito da Organização Mundial de Comércio (OMC). Pouco após ser confirmada no cargo pelo Senado americano, Susan propôs uma reunião com Amorim antes do encontro com os negociadores da Rodada Doha, no dia 29 em Genebra.

Atualmente, a Rodada Doha se encontra num impasse: enquanto os países ricos exigem maior acesso aos setores de serviços e industria dos países em desenvolvimento, estes últimos exigem mais concessões no comércio agrícola.

b) Lamy prevê acordos bilaterais

Após reconhecer a estagnação das negociações ocorridas em Genebra, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, decidiu intensificar sua atuação como intermediário de possíveis acordos que recuperem os avanços das discussões da Rodada Doha da OMC. Lamy colocou o G-6 (EUA, EU, Japão Austrália, Índia e Brasil) como o principal foco de atuação dos esforços que buscam progressos até o final do mês de julho. O grupo, que reúne importantes representantes de nações em desenvolvimento e desenvolvidas, seria a chave para os acordos mais importantes que reerguerão a rodada.

Países como o Brasil, serão encorajados a negociações bilaterais em produtos específicos como recurso para movimentar as discussões sobre cortes de tarifas e subsídios agrícolas com União Européia e Estados Unidos. Um exemplo seria acordar com a EU cotas para carnes de forma a dar um tratamento melhor do que o conferido a outros produtos classificados como sensíveis; em troca, o Brasil pode negociar, com EUA ou EU, a não classificação de"sensível" para alguns produtos industriais.


c) Putin ameaça abandonar regras do comércio mundial

O presidente russo, Vladmir Putin, afirmou na terça-feira, 4 de julho, que seu país pode abandonar as regras do comércio mundial - seguidas voluntariamente pela Rússia, que não faz parte da Organização Mundial do Comércio (OMC) - caso não haja acordo sobre os esforços exigidos pelos EUA como condições para seu ingresso na instituição. O objetivo russo é articular sua entrada na organização até a cúpula do G-8 em São Petersburgo no dia 15 de julho.

A resistência dos EUA é o maior obstáculo para a Rússia, pois apontam várias irregularidades em tópico como o acesso ao mercado financeiro russo e a proteção da propriedade intelectual no país.


d)"Pneus europeus"

O governo brasileiro enviou à Organização Mundial do Comércio (OMC), no dia 5 de julho, a ministra do Meio-Ambiente, Marina Silva, com a missão de debater diante de juízes da organização a disputa envolvendo os pneus produzidos na União Européia. O Brasil quer chamar atenção para o caso pelo seu caráter ambiental e de saúde, não comercial, portanto.

A EU protesta contra a proibição à importação de pneus reformados e acusa o governo brasileiro de discriminação, uma vez que é permitida a entrada do produto via membros do Mercosul. O argumento da ministra Marina Silva é de que o pneu recuperado não pode ser novamente reformado, o que exige seu acúmulo sem possibilidade de reciclagem economicamente viável; além do perigo oferecido à saúde pública por meio da reprodução de mosquitos que depositam seus ovos dentro de pneus empilhados e sem utilidade.


Plano Internacional 

a) Bolívia 

A apuração das eleições para a Assembléia Constituinte Boliviana apresentou uma maioria para o MAS (Movimento ao Scocialismo), partido do presidente Evo Morales, que conseguiu 135 dos 255 assentos da Assembléia. Apesar de representar uma vitória do governo, o resultado ficou abaixo dos dois terços esperados por Morales, agora obrigado a articular alianças para garantir a redação na nova Constituição das reformas econômicas anteriormente ocorridas como a nacionalização dos hidrocarbonetos.

Os trabalhos da nova Assembléia Constituinte têm início marcado para 6 de agosto em Sucre, capital oficial da Bolívia.

b) Calderón vence no México

O candidato governista à presidência do México, Felipe Calderón, venceu o pleito realizado no dia 2 de julho por uma vantagem de 0,57% sobre o adversário de centro-esquerda, Andrés Manuel López Obrador. Os 35,88% conquistados pelo PAN (Partido de Ação Nacional), da situação, estão 220 mil votos à frente dos 35,31% atingidos pelo PRD (Partido da Revolução Democrática), aliança de Obrador.

Após a confirmação dos resultados pela justiça eleitoral mexicana, o partido derrotado exigiu a recontagem dos votos em recurso ao Tribunal Eleitoral Federal acusando falta de transparência na apuração, o que levaria à impugnação da eleição. Feita a recontagem Obrador permaneceu em desacordo; questionou o resultado na justiça eleitoral e convocou manifestações de protesto que reuniram, na sexta-feira dia 7, cerca de 100 mil pessoas na Praça Zocalo, na Cidade do México.

Pela lei mexicana, o partido derrotado tem 4 dias após a apuração oficial dos votos para apresentar recurso contra o processo no Tribunal Federal Eleitoral, que tem até o fim de agosto para avaliar o pedido e decidir por sua validade em veredicto inapelável. O nome do futuro presidente deve ser anunciado até o dia 6 de setembro.

c) China passa a quarta economia do mundo

Em divulgação de um ranking elaborado pelo Banco Mundial, a economia da China apareceu à frente do Reino Unido em 2005, o que a coloca na 4ª posição entre as maiores potências econômicas do planeta. Com um rendimento nacional bruto estimado em US$ 2,26 trilhões, a cifra chinesa está apenas US$ 94 milhões acima do dado calculado para o Reino Unido.

O cálculo do Banco Mundial considera o Produto Interno Bruto (PIB) e os rendimentos líquidos com aluguéis, lucros e salários provenientes do exterior, tendo como parâmetro o método"Atlas" que se pauta por uma média de cotação do dólar nos últimos três anos. EUA, Japão e Alemanha, respectivamente, lideram o índice no qual o Brasil está em 14º e a Argentina se encontra na 33ª posição.

O expressivo desenvolvimento da economia chinesa foi reforçado pela notícia dos US$ 925 bilhões atingidos pelas reservas cambiais do país em maio passado. Segundo o jornal Financial News, as reservas da China cresceram US$19,9 bilhões em abril e US$ 30 bilhões em maio, comportamento que reflete o aumento das compras de moedas estrangeiras pelo governo chinês com o objetivo de controlar o valor do Yuan, moeda local.
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